Livre Arbítrio

 

PLANO DE AULA

 

TEMA: LIVRE ARBÍTRIO.

 

OBJETIVO: Levar os evangelizandos a compreenderem que pela prerrogativa do livre-arbítrio, cada um é responsável por seus atos e por isso sofre-lhes as conseqüências; e que a opção pelo Bem e por uma vida evangelizada é sempre a melhor opção.

 

l.                    DINÂMICA/ATIVIDADE INTRODUTÓRIA MOTIVADORA

Jogo das Escolhas – colocar, em papéis recortados, expressões/palavras que traduzam ações. Formar dois grupos e orientá-los para que sorteiem entre si a opção pelo BEM ou pelo MAL (esclarecer que se trata de um jogo apenas)/ou deixar ao acaso. Entregar a cada grupo as expressões condizentes com a escolha feita / ou sortear fichas misturadas, aleatoriamente.. Separar os grupos em duas filas, dispostas frente a frente. Para cada “escolha” apresentada por cada participante (um por vez, os grupos alternando-se), deverão os participantes do grupo contrário mencionar,  rapidamente, uma ou mais conseqüências da opção mencionada. Ex. 1: “Eu escolho... ser invejoso.” Conseqüências possíveis (a serem mencionadas pelo grupo adversário): “Viver infeliz, sem se contentar com o que tem”, “Ser criticado pelos outros”, “Não ter nada nunca na vida, porque só se preocupa com o que os outros têm”, etc. Prejudicar aos outros... Ex. 2: “Eu escolho... Ser carinhoso e delicado”. Conseqüências: “Ter muitos amigos”, “Ser muito amado e querido”, “Receber muito carinho dos outros”. Para cada acerto dos grupos, marcar em um papel um ponto. Caso o grupo adversário não consiga apontar uma ou mais conseqüência, o próprio grupo pode fazê-lo e ganhar o ponto. No final, somar os pontos e ver quem ganhou a competição. Se, por acaso, o grupo do “mal” ganhar, explicar que só ganhou porque apontou as conseqüências do Bem.

 

2.                   DESENVOLVIMENTO DO CONTEÚDO

 

·        Deus criou a todos simples e ignorantes, com aptidão tanto para o Bem como para o Mal. (LE 121) [Após exibir a gravura abaixo, perguntar de que modo as pessoas agem bem ou mal]

 aguarde...carregando!

 

·        O homem tem, pois, liberdade de pensar, de agir e de escolher. (LE 843)

·        O homem mau, se torna mau por sua vontade e não por vontade de Deus.

·        O meio ambiente não determina se uma pessoa vai ou não ser boa. Ex.: Existem pessoas boas, que cresceram entre marginais, criminosos, nas ruas ou favelas. Enquanto isso, se vê também pessoas más entre as classes sociais mais favorecidas.

·        O livre arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo, que amadurece e evolui. Ex.: A criança ou o jovem de menor não sabem e/ou podem decidir muitas coisas sozinhos. (LE 122 e 844).

·        A sabedoria de Deus está na liberdade que ele deixa a cada um de escolher, porque cada um tem o mérito de suas obras. (LE 123)

·        Segundo usam o seu livre-arbítrio, os homens progridem mais ou menos rapidamente, em inteligência quanto em moralidade. (LE 127)

·        Para chegar ao Pai Criador, o homem precisa de duas “ASAS”: o Amor e o Saber. Não adianta muito evoluir em saber, ser muito inteligente, intelectualizado, ter muito estudo, se não se pratica o Bem e o amor em todas as suas expressões. Da mesma forma, só amar não basta. O ser humano tem que procurar crescer também no seu lado intelectual, estudar e aplicar tudo para o bem de todos e de sua própria evolução.

·        Deus, sendo soberanamente justo, deve considerar igualmente a todos os seus filhos; é por isso que dá a todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de agir; todo privilégio seria uma preferência, e toda preferência, uma injustiça. (...) Aqueles que fazem mau uso da liberdade que Deus lhe concede, retardam seu adiantamento. (ESE, Cap. IV, 25 – Necessidade da Encarnação).

·        Ex.: o progresso na escola é função direta do esforço que cada aluno faz em bem estudar. O estudante dedicado abrevia/apressa a caminhada e nela encontra menos espinhos. O estudante negligente, preguiçoso e irresponsável, ao contrário, prolonga sua permanência na escola, tendo que recomeçar o mesmo trabalho muitas vezes. E cada vez mais fica difícil, porque de tanto repetir as mesmas lições e tarefas escolares, ele vai perdendo a motivação para estudar.

·        Deus dá ao homem o discernimento e a inteligência para deles o homem se servir; a vontade para querer, a atividade para permanecer ativo. Estando o homem livre para agir, num sentido ou noutro, seus atos têm para ele e para os outros, conseqüências subordinadas àquilo que faz ou deixa de fazer. No tocante à prece, p. ex., não adianta muito pedir a Deus coisas boas e recompensas, se o homem não se esforça por merece-las, nem por melhorar-se e corrigir-se. (ESE, Cap. XXVII, 6 – Eficácia da Prece)

·        Se dividíssemos os males da vida em duas partes, uma daquelas que o homem não pode evitar, outra das tribulações cuja causa primeira é ele mesmo, pela sua incúria e seus excessos, veríamos que esta suplanta muito em número a primeira. É, pois, evidente, que o homem é o autor da maioria de suas aflições, e que delas se pouparia se agisse sempre com sabedoria e prudência. Ex.: uma pessoa que bebe muito, no futuro tenderá a ter graves problemas de fígado; uma pessoa que vive roubando, pode um dia vir a ser presa; uma pessoa que não ajuda a ninguém, no futuro pode sofrer com a indiferença dos outros ou que a falta de solidariedade. (ESSE, Cap. XXVII, 12 – Ação da Prece)

·        “A liberdade e a responsabilidade são correlatas no Ser e aumentam com sua elevação”. Ex.:  os primatas/índios são menos culpáveis por atos errados que cometem, do que o homem dito civilizado, pois muitas vezes desconhecem as conseqüências. (O Pensamento de Emmanuel – FEB)

·        (...) Quanto aos atos da vida moral, eles emanam sempre do próprio homem, que tem sempre, por conseguinte, a liberdade de escolha...” Lembrar que as Leis Morais estão inscritas na consciência de cada ser humano. O homem deveria, ao deitar-se todo dia, como bem recomendou Santo Agostinho, fazer uma revisão de todo o seu dia, refletir, analisar as suas atitudes, fazer uma autocrítica, para verificar se agiu devidamente, se errou, em que violou as ditas Leis Morais, isso tudo para evitar cometer os mesmos erros no amanhã, para tentar melhorar-se como ser humano. (LE 861)

 

3.      FIXAÇÃO DO CONTEÚDO

 

Cada criança/jovem deve escolher uma mudança que precisa fazer em seu modo de agir, já a partir da semana que se inicia. Deve anotar sua escolha em um papel, bem como as conseqüências possíveis de sua mudança, assinando e guardando em uma caixa, para posterior verificação em grupo das propostas realmente realizadas e das conseqüências obtidas.

 

4.      AVALIAÇÃO

Perguntar objetivamente o que é o Livre-Arbítrio, quais as suas conseqüências e como devemos usa-lo no sentido de nossa evolução moral e aprimoramento como seres humanos.

 

5.      PRECE DO EVANGELIZANDO